A persistência de um sonho



Cláudia Alves e Rosângela Colares Fundadoras do Grupo Ballet Arte.


Em 1996 duas bailarinas de formação clássica, Rosângela Colares e Cláudia Alves, começavam um sonho: criar um grupo de pessoas que quisessem trabalhar com dança, formando bailarinos que tivessem uma técnica clássica consistente e ao mesmo tempo abrangente, buscando sempre uma inteligência corporal para cada indivíduo mostrado o resultado deste trabalho no palco. A meta ja estava traçada, porém o mais difícil era pôr em prática um projeto audacioso, para nossos padrões, como esse.

Durante o percorrer da caminhada muitos sonhos foram frustrados e outros nem se quer tiveram chance de se tornarem um projeto, no entanto, com a persistência, que é inerente a um artista, conquistamos várias vitórias, cada troféu representava não apenas um troféu, mas litros de suor derramados, horas e horas de muito trabalho e paciência. Com as conquistas veio também um espaço na cena paraense, o reconhecimento de um trabalho que se consolida a cada momento.

A Cia. Ballet Arte, dirigida agora somente por Rosângela, existe porque acredita em um mundo que pode ser transformado pela arte e pela educação, acredita que a cultura da nossa gente precisa ser mostrada, conhecida, respeitada e tem absoluta certeza de que o artista é peça fundamental na construção desse novo mundo pelo poder que a arte tem de transformar pessoas através da identificação dela com seu público. 

Se a nossa missão ja foi cumprida?... é claro que não! a batalha é diária, ininterrupta, e sem o direito de reclamar, rsrsrs... pois nossa convicção é inabalável, incorruptível e sincera mesmo sem recursos! trabalhando sempre produzindo e ajudando na construção de um homem diferente!



Escrito por George Lavand às 20h05
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Sobre a Cia.





Espetáculo de Dança "De Cá Pra Lá" da Coreógrafa Rosângela Colares.

Com uma história de dez anos de pesquisa, a Cia. Ballet Arte acredita que a dança, assim como qualquer manifestação expressiva, somente será universal, em termos de comunicação com o público, enquanto mantiver um forte vínculo com o contexto sócio-cultural, em nosso caso o amazônico. Em função disso, dedica-se em buscar um repertório, que possua uma linha de pesquisa comprometida com a cultura paraense, mas também universal no fazer artístico, criando, portanto, uma identidade estética amazônida, sem deixar de ser contemporânea, ou seja, sem deixar de colocar em cena a individualidade e os paradoxos do homem moderno.

 

Partindo desta necessidade, a construção do corpo cênico, que se faz presente no trabalho do Grupo percorre varias linguagens da arte, como a dança, o teatro e o canto, que juntos, constroem uma abordagem contemporânea de elementos dramáticos regionais, que possuem como origem, não só a cultura popular, como também, uma base artística fortemente acadêmica, tratando, deste modo, a dança como uma linguagem viva que reflita as necessidades humanas e que faça refletir sobre de qual homem falamos, construindo uma dança nossa, partindo do nosso corpo e das nossas particularidades, sem descartar as influências anteriores adquiridas por cada artista da Cia., mas caminhando para o futuro de uma arte bela, poética, pulsante e, sobretudo humana.




Escrito por George Lavand às 08h44
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